Estimulação ovariana sob supressão hipofisária com progestagênios: estado da arte
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Esta revisão compara os resultados de ciclos de reprodução assistida que utilizam
diferentes progestagênios e análogos de GnRH, focando na eficácia da supressão do pico de LH
em mulheres com resposta ovariana normal. A pesquisa seguiu diretrizes PRISMA, revisando
188 estudos no PubMed até maio de 2024, dos quais 41 atenderam aos critérios de inclusão. Os
estudos incluídos, em sua maioria retrospectivos e alguns ensaios clínicos randomizados,
mostraram que não há diferenças significativas entre a estimulação ovariana com progestagênio
(PPOS) e protocolos convencionais na coleta e maturidade dos oócitos. Alguns estudos, no
entanto, relataram melhores taxas de blastocistos e gravidez com protocolos convencionais em
certas populações. As taxas de nascidos vivos não mostraram vantagens estatísticas para
nenhum dos métodos, mas o PPOS, especialmente com acetato de medroxiprogesterona (MPA),
se destacou pela conveniência da administração oral. A conclusão sugere o PPOS como uma
alternativa viável, com eficácia reprodutiva semelhante aos protocolos convencionais, e
enfatiza a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados para otimizar o PPOS e
personalizar estratégias baseadas em perfis de pacientes.
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Citation
VELOSO, Júlia Marques. Estimulação ovariana sob supressão hipofisária com progestagênios: estado da arte. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2024.