A influência da Teoria de Winnicott na clínica contemporânea com crianças autistas
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O analista ganha outro lugar na situação transferencial dentro da clínica psicanalítica com a criança autista, que se estende para além da função de intérprete, a partir do pensamento de Winnicott. Winnicott deu importância à relação primitiva entre mãe-bebê e ao ambiente para a constituição do sujeito. Dentre as suas ideias, enfatiza-se a questão do holding, o modelo da “mãe suficientemente boa” como um norteador da transferência e a importância dos vínculos sensoriais não verbais na relação transferencial. O objetivo do presente trabalho é realizar um estudo teórico sobre a clínica psicanalítica de crianças autistas a partir da obra de Winnicott e suas repercussões na clínica psicanalítica contemporânea com essas crianças. Foi realizada uma revisão bibliográfica de textos de Winnicott e de autores atuais que escrevem e utilizam a teoria dele. Aborda-se a importância dos vínculos sensoriais como o olhar e o corpo (JANUARIO, 2012), a relevância da sensoriedade da voz ao formar um ambiente holding sonoro (FONSECA, 2005) e o recurso técnico da imitação ao analista não-intérprete (TAFURI, 2003). Segundo essas autoras, todas essas formas de estar com a criança autista em análise permitem a formação de um ambiente de holding, o estabelecimento da relação analítica e a constituição psíquica do paciente.
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SILVA, Wanessa Kesya Moreira Gonçalves da. A influência da Teoria de Winnicott na clínica contemporânea com crianças autistas. 2016. 45 f. Monografia (Especialização em Teoria Psicanalítica) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2016.