Habilidades sociais e assertividadade: uma leitura analítico comportamental
Loading...
Files
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
A literatura de habilidades sociais investiga uma das queixas mais recorrentes no contexto
clínico, carecendo no entanto da devida linguagem científica. O cuidado conceitual aplicado
às ciências humanas é de vital importância para a compreensão das relações funcionais e
como resultado a eficiência prática na observação e controle de variáveis envolvidas. A
importancia desse tema é clara: os outros indivíduos são fontes únicas para certos
reforçadores, além de serem o meio para a obtenção de outros reforçadores. O isolamento
social tende a causar uma escassez desses reforçadores, o que resulta em subprodutos
emocionais que podem ser simplificados como "sofrimento". As habilidades sociais como
comportamentos sociais relacionam-se com determinantes ambientais. Em um ambiente
social e cultural variável e mutável, a definição de comportamento socialmente habilidoso
não pode ser definida por uma topografia: deve-se levar em consideração a análise funcional
das contingências, bem como as consequências a curto, médio e longo prazo. Na tentativa de
explicar a eficiencia de determinados padrões de comportamentos na obtenção de
reforçadores, diversas classificações conceituais foram construídas. Padrões de
comportamentos disfuncionais, como os chamados não-assertivos e agressivos, são mantidos
por contingências específicas de reforçamento através do controle aversivo ou por
reforçamento negativo, e acabam por gerar uma série de desvantagens sociais para os
indivíduos que assim comportam-se. A alternativa funcional para esses comportamentos é o
treinamento de um repertório que evite essas desvantagens, possuíndo ao mesmo tempo
maior probabilidade de ser reforçado pelo meio social. Esse repertório é chamado de
assertividade, e os operantes verbais que compartilham essas características são chamados de
comunicação assertiva. As técnicas empregadas no treinamento desses repertórios e
dedicadas a buscar outras alternativas comportamentais para a obtenção de reforçamentos
social são diversas. Elas não devem, no entanto, serem aplicadas de maneira automatizada. A
Análise do Comportamento, através do estudo da tríplice contingência e da compreensão das
especificidades do comportamento verbal, é capaz de estudar o tema e aplicar as técnicas
com grande precisão, considerando sempre as relações funcionais existentes entre os
indivíduos e o meio social no qual se encontram. É necessária a continuidade dessa discussão
nesses moldes, objetivando um tratamento mais científico do tema e por consequência uma
intervenção mais funcional frente a uma das queixas clínicas mais frequentes.