Representações sociais dominantes sobre a subjetividade do paciente com câncer
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O câncer é uma doença antiga que traz consigo diversos estigmas que foram
socialmente construídos. Por ser uma doença complexa, de diagnóstico nem sempre
favorável, traz consigo sofrimento e angústia. Nesse cenário vimos surgir a psicooncologia,
que tem como principal objetivo compreender os fatores psicológicos
relacionados ao surgimento da doença, bem como na reabilitação do paciente, para,
dessa forma, capacitar-se para acolher os sofrimentos psicológicos e emocionais do
paciente, bem como de seus familiares e/ou cuidadores. O objetivo desta monografia
foi compreender as Representações Sociais associadas ao câncer e o sentido
subjetivo da doença no paciente; sendo assim, utilizamos a abordagem qualitativa
uma vez que esta permite um melhor aprofundamento nos aspectos mais subjetivos
do sujeito. A proposta de investigação qualitativa aqui utilizada é de uma
epistemologia preocupada com a construção. Nossa proposta foi a de levantar
indagações e não de pensar em comprovações a priori. Para aprofundar neste tema
realizamos dois estudos de caso. As produções de informações foram feitas,
coincidentemente, com duas mulheres que haviam passado por mastectomia radical
e pudemos observar que a estratégia de enfrentamento de ambas as mulheres
estavam relacionadas com a história de vida de cada uma, com seus valores e
crenças pessoais.