Mulheres que amam demais: uma discussão teórica sobre o amor patológico em seus aspectos histórico-culturais e psicodinâmicos

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A presente monografia pretende fazer uma discussão sobre a formação do amor patológico e sua manifestação em mulheres que amam demais. A autora escolheu trabalhar com duas abordagens para melhor compreender o tema: a Psicanálise e a Gestalt-Terapia. Na visão psicanalítica é abordada a diferença entre paixão e amor, sendo explicada a escolha do objeto nas paixões amorosas com base no conceito de narcisismo primário. Na abordagem gestáltica é discutido o conceito de neurose e seu processo de formação pela cristalização de mecanismos de bloqueio de contato, assim como sua manifestação nas formas patológicas de relacionamento amoroso. O mito do amor romântico, como influência nas concepções que o sujeito tem sobre o amor, também é estudado neste trabalho, uma vez que esse tipo de amor é freqüente nas mulheres que amam demais. Foi concluído que a história de vida do indivíduo possui grande importância na formação de sua subjetividade e nas escolhas de seus relacionamentos amorosos, mas a influência da cultura não pode ser ignorada, pois as premissas sobre o amor, presentes no imaginário social, também aparecem nas diversas formas de amar.

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