Fatores condicionantes da implementação da gestão estratégica de pessoas em um órgão da administração pública indireta
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Abstract
O presente estudo buscou analisar o processo de implementação da
gestão estratégica de pessoas em um órgão da Administração Pública indireta. Foi
entrevistado o superintendente de recursos humanos atualmente o responsável pela
implementação do modelo no órgão. As entrevistas foram estruturadas por meio da
análise de conteúdo realizada através de fatores pré-estabelecidos em pesquisas
anteriores, de acordo com esses fatores, foram classificados e identificados seis
categorias que influenciam a implementação da GEP: fatores, organizacionais,
políticos, normativo-legais, técnico-metodológicos, relacionados à área de gestão de
pessoas e culturais. Além da identificação dos referidos fatores, foi realizada a
comparação, com base na percepção do participante entre a Nova Política Nacional
de Desenvolvimento de Pessoas, estabelecida pelo decreto nº 9.991/2019 e o antigo
decreto nº 5.707/2006. Estudos anteriores que também procuraram a identificação
dos referidos fatores em outras organizações da administração pública serviram
alicerce para análise dos resultados. Foi identificado que os aspectos estruturais
característicos da administração pública, como a estrutura verticalizada da
organização e as particularidades internas do órgão, principalmente os fatores
políticos e culturais, se agregam e propiciam o surgimento de diferentes obstáculos
na implementação da gestão estratégica de pessoas. No entanto, entende-se que a
Nova Política Nacional de desenvolvimento de pessoas é uma ferramenta importante
para o sucesso da implementação da gestão estratégica de pessoas, e que os
fatores culturais e políticos exercem maior influência na implementação do modelo
no órgão e, juntos, criam desafios para a efetiva implementação do modelo.