Leishmaniose Tegumentar Americana: um problema de saúde pública
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as leishmanioses são doenças
que representam uma séria ameaça de saúde, sendo uma das seis infecções mais
importantes do mundo. É uma enfermidade parasitária causada por diferentes
espécies de protozoários do gênero Leishmania. As leishmânias são transmitidas
por insetos hematófagos conhecidos como flebotomíneos. O homem, os animais
domésticos e selvagens são os reservatórios dos parasitas. No ser humano a
doença apresenta três formas clínicas principais: visceral, cutâneo, e mucosa. A
incidência mundial anual de casos novos de leishmaniose é calculada em,
aproximadamente, 600 mil, com prevalência global de doze milhões de casos e
aproximadamente 350 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco. A
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), com um registro anual de casos
notificados aproximadamente de 35 mil casos, ocorre praticamente em todas as
regiões geográficas do Brasil. Durante os últimos vinte anos a importância da
LTA como um problema de saúde pública crescente ficou claro em termos de
extensão geográfica e incidência de surtos epidêmicos. Isto deve-se a vários
fatores, tais como: desenvolvimento de projetos agroindustriais, grande número de
pessoas vivendo em áreas endêmicas, alta taxa de migração e uma expansão
urbana não planejada. O controle da LTA é fundamental, sendo imprescindível
que se conheça os vários elementos do ciclo de transmissão do parasita, assim
como, a identificação do vetor, dos reservatórios animais e dos fatores de risco
para o desenvolvimento da doença.