Eflúvio telógeno pós-infecção por Covid-19: uma revisão narrativa

Abstract

O presente artigo teve por objetivo descrever a relação entre a ocorrência de eflúvio telógeno e a infecção por COVID-19, bem como apontar possíveis manejos deste fenômeno. O eflúvio telógeno provocado por COVID-19 geralmente ocorre de três a seis meses após a infecção e, apesar de não ter um mecanismo bem estabelecido, os estudos têm mostrado que os danos aos folículos pilosos podem estar relacionados ao estado pró-inflamatório e a alterações nos mecanismos de anticoagulação que ocorrem durante a infecção viral. O diagnóstico, além de considerar a infecção recente pelo SARS-CoV-2, deve ser baseado na exclusão de outras causas de eflúvio telógeno como deficiência de vitaminas, distúrbios hormonais e alterações autoimunes. O tratamento preconizado baseia-se na correção dos fatores determinantes, neste caso, a própria infecção viral e as complicações socioemocionais decorrentes da pandemia. Por fim, reforça-se a importância de mais estudos sobre o tema, de forma a estabelecer como se dá essa associação da infecção viral à queda capilar, bem como propor novas formas de tratamento nesses casos. Palavras-chave: Covid-19, Sars-Cov-2, , .

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GRESS, Josiane Bueno et al. Eflúvio telógeno pós-infecção por Covid-19: uma revisão narrativa. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 5, n. 2, p. 4692-4701, mar./apr. 2022.

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