Adaptações de Didelphis albiventris Lund. para o ambiente urbano
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O gambá-de-orelha-branca Didelphis albiventris Lund 1840 é o maior dos
marsupiais brasileiros, de porte médio (aproximadamente 1 kg), com coloração cinza, pela
combinação de pêlos compridos pretos e curtos brancos, e as marcantes orelhas claras e
uma faixa preta na face, que inclui os olhos. O principal objetivo é descrever quais aspectos
da biologia do gambá favorecem sua sobrevivência no ambiente urbano. Este estudo
apresenta uma descrição geral da espécie, incluindo morfologia, classificação, espécies
relacionadas e aspectos da história natural. No cerrado, habitam desde matas de galeria, até
áreas abertas, como os campos. Quando jovens, utilizam bastante as árvores e, na fase
adulta, sobem nas árvores principalmente quando se sentem ameaçados. Depois de um
período de gestação de 12 ou 13 dias, dão à luz, em média, nove filhotes (variando de 4 a
12), que migram para o marsúpio (bolsa), onde permanecem por aproximadamente dois
meses. Quando deixam a proteção da mãe, estão prontos para sobreviver sozinhos. Comem,
praticamente, de tudo (generalistas), desde invertebrados (insetos), frutas, ovos, até
pequenos vertebrados (roedores, lagartos). Quando acuados, abrem a boca, num
comportamento agressivo. As características de D. albiventris o qualificam como animal
generalista em dieta e seleção de habitat. Estes fatos, aliados à facilidade de reprodução e
comportamentos, possibilitam a esse animal grande sucesso em ambientes rurais e urbanos
bem arborizados, como é o caso de Brasília.