Diversidade na escola e crenças de profissionais: reprodução de estereótipos ou promoção de respeito?

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– O presente artigo tem como objetivo analisar as crenças de profissionais da educação básica sobre questões de gênero, sexualidade, pertencimento étnico-racial e diversidade no contexto escolar. A partir de uma pesquisa qualitativa, com professores da educação básica do Distrito Federal, a qual fez uso de entrevistas individuais com dois professores de ensino público e um de ensino particular, foram-se levantados alguns questionamentos. São eles: como promover um ambiente mais igualitário e que estimule a reflexão acerca das questões de gênero, sexualidade e raça? Como desconstruir o preconceito de forma respeitosa? Como a escola e os profissionais de educação podem contribuir para essa desconstrução? Sendo assim, o estudo indicou a importância de um maior investimento na formação de professores para que eles saibam lidar de forma mais construtiva e respeitosa com as questões de gênero, sexualidade e raça. Apontou, também, a necessidade de investir na promoção de debates e reflexões críticas acerca do preconceito, de estereótipos e práticas discriminatórias a fim de englobar a diversidade da sociedade brasileira, ao invés, de colaborar com os mecanismos de manutenção de exclusão. Visto que, o preconceito por possuir profundas raízes histórico-culturais, perpassa inúmeras dimensões (sociais, afetivas e culturais) e para desconstruí-lo é necessário ter muita cautela. Portanto, a instituição escolar, com todo o seu potencial de ressignificação e desconstrução de práticas violentas ainda tem muito a acrescentar em prol de um ambiente mais igualitário e menos repressor.

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