Os impactos do discurso de ódio na saúde mental de ativistas dos direitos humanos

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Os chamados fundamentalistas religiosos – representados pela Bancada Evangélica e seus aliados da Direita Cristã – vêm crescendo ao longo dos anos e possuem voz ativa no atual cenário político brasileiro. Além de serem autores de vários Projetos de Lei extremamente conservadores, são protagonistas nos discursos de ódio direcionados à ativistas dos Direitos Humanos e opositores da Esquerda. Ao legitimarem estes discursos que desqualificam e inferiorizam outros indivíduos ou grupos de minoria, vários internautas se espelham nesses representantes do Estado para violar direitos fundamentais de outrem, como a dignidade da pessoa humana em nome de outro direito que é a liberdade de expressão. Muitos autores acreditam que o discurso de ódio é o agente causador de muitos danos de ordem psicossocial aos indivíduos, às minorias e a sociedade como um todo. Diante disso, este trabalho tem como objetivo analisar os impactos do discurso de ódio e da intolerância religiosa veiculadas nas mídias sociais por fundamentalistas religiosos sobre a saúde de uma ativista de direitos humanos, bem como as estratégias de reação que a sujeita pesquisada adotou, no intuito de combater e ressignificar esta experiência. A partir do método da história de vida foi realizada uma entrevista aberta com Tatiana Lionço, a fim de compreender seus respectivos processos subjetivos a partir da análise de sua narrativa. A pesquisa analisou um fenômeno novo, impensável antes da difusão maciça das novas tecnologias de comunicação. E deu visibilidade a um tipo novo de violência simbólica que tem efeitos nocivos sobre a saúde mental de suas vítimas.

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