Endometrite persistente pós-cobertura em éguas: revisão de literatura
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Abstract
O ambiente uterino da égua após a inseminação artificial ou monta passa por diversos
processos fisiológicos decorrentes da presença do sêmen no endométrio. Esse processo acarreta
em uma endometrite fisiológica e transitória necessária para a eliminação de fluidos e detritos
celulares, a fim de restabelecer a homeostase uterina para a chegada do embrião. Em éguas
saudáveis, consideradas resistentes, esse processo é debelado em até 48 horas. Éguas suscetíveis
à endometrite apresentam ineficiência em seus mecanismos de proteção uterina, falhando em
debelar o processo rapidamente. Com isso, a inflamação torna-se de caráter patológico,
instalando-se a EPPC (endometrite persistente pós-cobertura), ocasionando um ambiente
inóspito para o desenvolvimento embrionário. A presença do sêmen ocasiona a ativação de
diversos processos imunológicos e celulares como a contratilidade uterina, o sistema
complemento, ação de polimorfonucleares, macrófagos, linfócitos T e B, além da síntese de
diversas citocinas pró e anti-inflamatórias como as IL-1, IL-6, IL-8, interferon-gama (IFN-γ),
fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) e as IL-4 e IL-10, respectivamente. O diagnóstico deve
ser precoce para que se tenham altas taxas de eficácia na terapêutica, sendo necessário a
avaliação do histórico reprodutivo dos animais e acompanhamento por ultrassonografia
transretal, além de métodos laboratoriais como a citologia e biópsia endometrial, quando se
julgar necessário. O objetivo deste trabalho é a realização de um levantamento bibliográfico
sobre os processos fisiológicos envolvidos na defesa uterina e na EPPC, métodos diagnósticos
e procedimentos terapêuticos para a resolução da EPPC.