Relação entre hábitos alimentares e enxaqueca

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Estudos demonstram que a fisiopatologia da enxaqueca pode ter origem multifatorial, porém diversos mecanismos são citados na literatura para explicar esse processo. Entre eles estão a depressão alastrante; o sistema trigeminovascular; a inflamação neurogênica; a dilatação dos vasos ocasionados pelo óxido nítrico e pela serotonina; distúrbios do metabolismo energético e vulnerabilidade genética. Os principais fatores nutricionais desencadeantes da enxaqueca descritos na literatura são: alimentos compostos por aminas biogênicas, como tiramina e histamina (cerveja, queijos, vinhos, frutas cítricas); feniletilamina (vinho, chocolate, aspartame); bebidas alcoólicas; alimentos ricos em gordura; cafeína; glutamato monossódico; nitritos e nitratos; laticínios e líquidos gelados; hiperhomocisteinemia; desidratação e obesidade. Como intervenção nutricional, recomenda-se a exclusão dos fatores dietéticos que podem acarretar a migrânea, além do consumo de diversos compostos que ajudam a prevenir e amenizar os sintomas da migrânea, dentre eles são citados: vitaminas do complexo B, magnésio, coenzima Q10, triptofano, vitamina E, ácido alfa-lipoico, inositol, ômega-3, isoflavonas, gingerol, assim como, a suplementação de 5-HTP. As orientações nutricionais visam à melhora da qualidade de vida do paciente, fazendo com que o mesmo não necessite recorrer a tratamentos medicamentosos, os quais muitas vezes, acarretam diversos efeitos colaterais indesejáveis.

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