Fenômeno do impostor: um olhar psicanalítico sobre um debilitante da saúde psicológica

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Este trabalho tem o objetivo de refletir sobre o sofrimento psíquico e as incertezas que acompanham o Fenômeno do Impostor e as percepções dos indivíduos que vivenciam este fenômeno. O termo “Fenômeno do Impostor” surgiu em uma pesquisa de 1987, conduzida pelas psicólogas americanas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes, com o intuito de observar mulheres graduadas que duvidavam de suas competências. Com o avançar dos estudos, foi possível observar que o fenômeno atinge vários grupos de pessoas bem-sucedidas, que se veem como fraudes, colocando suas capacidades intelectuais e conquistas em dúvida, descortinando o fundo psicológico deste debilitante da saúde psíquica. Pesquisadores em saúde mental observaram que o fenômeno expõe a ansiedade, o perfeccionismo, a depressão, o burnout e neuroticismo, ocasionando efeitos negativos sobre a saúde psicológica dos indivíduos acometidos. Esta pesquisa qualitativa tem a intenção de lançar um olhar sobre o fenômeno, por meio da perspectiva psicanalítica, embora o instrumento de avaliação da presença desse fenômeno se baseie na concepção teórica cognitivo-comportamental. Foram utilizadas a técnica de entrevista semiestruturada e a escala do Impostor, criada pelas pesquisadoras Clance e Imes. A análise dos resultados foi realizada a partir do método de análise de conteúdo por categorização de Bardin (1977), o qual visa a compreensão em profundidade dos conteúdos do discurso dos participantes. Para essa análise foram exploradas quatro categorias: Origem do fenômeno; impacto do fenômeno na vida profissional; autoimagem e sentimento de inadequação.

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