Análise qualitativa das principais captações da Bacia do Rio São Bartolomeu utilizadas para abastecimento público
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O trabalho tem como objetivo demonstrar o estado de preservação das
principais captações da bacia do rio São Bartolomeu (Quinze, Pipiripau, Brejinho,
Fumal, Mestre d´Armas, Corguinho, Paranoazinho) que abastecem as regiões
administrativas de Planaltina, Sobradinho e Vale do Amanhecer. Os dados
analisados foram cedidos pelo laboratório de Controle de Qualidade de
Água/CAESB no período de janeiro de 1995 a dezembro de 2000. A metodologia
foi baseada em dados físicos – químicos (cor, turbidez, pH, cloreto, demanda
química de oxigênio, ferro total) e bacteriológicos (coliforme total e fecal) onde
esse conjunto constitui o Índice de Qualidade instrumento utilizado pela CAESB
como indicador de qualidade de água. Assim, os parâmetros foram analisados nas
estações de seca (maio a setembro) e chuvosa (outubro a abril), juntamente com as
características físicas do Distrito Federal (limites geográficos, clima, uso e
ocupação do solo, vegetação, unidades de conservações e ocupação territorial)
onde dessa associação caracterizou-se e classificou-se a qualidade da água nas
captações. O resultado apresentou um estado de preservação adequado, onde as
captações em estudo foram classificadas em: 57,14% em BOA, Pipiripau, Fumal,
Mestre d´Armas e Quinze e 42,85% em MUITO BOA, Brejinho, Paranoazinho e
Corguinho, baseadas com a classificação das curvas de qualidade por Scotthis
Development Department e adaptado pela CAESB e/ ou CONAMA 020/86.
Entretanto, nota-se um decréscimo considerado na estação chuvosa dos
parâmetros que influenciam na qualidade de água, turbidez e coliforme total, onde
esses foram estipulados como indicadores de preservação e contaminação,
respectivamente.Esse decréscimo é resultante dos conflitos relacionados à bacia
(em estudo) onde existe uma crescente expansão das áreas agrícolas e crescimento
populacional acelerado. Os prováveis impactos são a inutilização desses
mananciais para abastecimento, aumento das doenças de origem e transmissão
hídrica e escassez dos recursos hídricos. As medidas corretivas/ mitigadoras são:
sensibilização e conscientização quanto à importância, escassez, riscos de doenças
para a população.