A análise de crianças em estados autísticos: reflexões a partir da Teoria Winnicottiana
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O presente estudo se propõe a compreender o processo de análise da criança
em estado autístico com base na teoria winnicottiana, refletindo sobre as funções do
analista e sobre as fases da análise dessa criança. Com o intuito de compreender o
desenvolvimento dela em análise e como o analista atua para auxiliar essa criança. No
primeiro capítulo, desenvolveu-se o papel do analista compreendendo o holding, o
manejo e o brincar, mostrando a flexibilidade do analista conforme a necessidade da
criança. Pode-se perceber que o holding é mais utilizado quando a criança está na fase
de dependência absoluta, o manejo, na fase de dependência relativa e o brincar quando a
criança está no estágio rumo a independência. No segundo capítulo, foram abordados os
processos vividos pela criança em estado autístico na análise tais como o uso do objeto
autístico, o estado e o objeto transicional e o brincar. Pode-se concluir, com base na
teoria winnicottiana, que a criança em estado autístico não é vista como um sujeito
incapaz como os manuais de classificação psiquiátrica colocam, mas que pode se
desenvolver em um ambiente de análise que acolha sua forma de ser e seu
funcionamento psíquico.