A naturalização da violência obstétrica contra a parturiente durante toda sua experiência no parto
Loading...
Files
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
A pesquisa em questão, a naturalização da violência obstétrica contra a parturiente durante
toda sua experiência no parto, tem como referencial teórico a psicologia social, que perpassa
também a psicologia da saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que aborda questões de
gênero como violências naturalizadas, organizadas com o sistema patriarcal e incorporadas
nos papéis definidos socialmente. Esse fenômeno aparece como manifestação explícita na
violência obstétrica contra a parturiente. Em termos metodológicos, foi utilizado um método
de investigação qualitativa mediante a realização de entrevistas individuais semiestruturadas
com as participantes. A realização das entrevistas ocorreu de forma integrada com o diário de
campo. A investigação sobre tal temática apresenta, portanto, implicações no que se refere à
elaboração de estratégias contextualizadas de desconstrução de práticas médicas, bem assim
como a análise crítica do descumprimento de direitos das mulheres e de promoção de um
novo movimento mobilizador de mulheres parturientes, entendido como parto humanizado,
ocupando e se apropriando dos seus direitos de parir no contexto do parto que escolher. É
importante destacar que as participantes são pessoas maiores de idade. As entrevistas foram
realizadas em locais convenientes para cada uma das participantes. Foi garantido o sigilo em
relação a suas identidades pessoais e todas receberam e assinaram Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE). A pesquisa, assim, seguiu todos os critérios esperados pelo
comitê de ética. As entrevistas foram interpretadas a partir de técnica de análise de conteúdo
temática construídas pela aluna pesquisadora. Os resultados foram divididos em quatro
categorias sendo essas: Feminismo e Maternidade, Violências de Fato, Impactos Emocionais
e por fim Parto Humanizado e novas alternativas profissionais. Resultados esses que
mostraram a violência institucionalizada e invisibilizada nos ambientes hospitalares e
obstétricos.