Utilização de pele de tilápia (Oreochromis niloticus) no tratamento de ferida lacerante na região do metacarpo em equino: relato de caso
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Os cavalos são animais naturalmente explosivos, predispondo à ocorrência
de traumas, sendo as feridas de pele em membros uma das ocorrências mais comuns.
Diversos tratamentos são aplicados e relatados na literatura, e embora muitos desses
apresentem resultado satisfatório, diversas feridas apresentam uma cicatrização
lenta, favorecendo a formação do tecido de granulação exuberante. Nesse contexto,
a pele de Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) tem se mostrado uma promissora
alternativa, como um subproduto da indústria com aplicabilidade na medicina
regenerativa. Foi atendida uma égua apresentando ferida lacerante na região proximal
do metacarpo direito, próxima à região articular, com exposição óssea, ruptura
completa do tendão extensor digital comum, presença de tecido necrótico e miíase.
Houve o desenvolvimento de tecido de granulação exuberante após a instituição de
tratamento inicial com pomada a base de clorexidina com açúcar e fitoterápicos como
extrato de barbatimão, optando-se pela utilização da pele de tilápia. Esta se mostrou
eficaz no tratamento por segunda intenção da ferida e auxiliou no controle do tecido
de granulação exuberante, além de ter reduzido a necessidade de troca do curativo
para uma vez por semana, diminuindo o número de intervenções estressantes e
dolorosas ao animal, e reduzindo custos com o tratamento. Também conferiu boa
proteção à ferida contra traumas e dessecação, de forma que a ferida se apresentava
com aspecto clínico melhor. Ao longo do tratamento não foram observadas reações
adversas.