O bem, o mal e os mortos no filme A Noiva Cadáver

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Ao longo da evolução do pensamento humano, houve uma necessidade de uma representação simbólica sobre elementos religiosos. A arte guiou esta construção, levando em consideração que o objeto (mundo dos mortos) ideal criado para o pós vida é algo exclusivamente imaginário e relativo ao dogmatismo de quem o representa. Este objeto, foi criado e modificado sempre estruturado na idéia de dualidade, do bem e do mal, da luz e das trevas, da vida e da morte. A busca pelo entendimento e doutrinação do discurso sobre o pós vida levou o homem a criar deuses que representassem essa dualidade e dessem ao homem um sentido e reflexo aos seus atos terrenos, considerando que independente da religião, cada ato levaria a uma conseqüência após sua morte e a criação de um mundo material pós vida facilitou o entendimento de suas responsabilidades durante a vida. O ser humano, sempre atraído pelo desconhecido, viu na evolução do processo de representação desse imaginário, inúmeras possibilidades para a arte. Primeiramente com a pintura clássica e posteriormente com teatro de luzes, fotografia, cinema, a animação e o stop motion, que por sua materialidade, é um belo processo de dar vida à matéria inanimada. Tim Burton, com sua estética e temática sombria, não poderia ser melhor para representar e unir com o processo de animação, a criação de um pós vida e suas criaturas, como representado no filme A noiva cadáver 2005, um conto de fadas aparentemente sombrio que mostra uma bela historia de amor contada e cantada com a ajuda de seus simpáticos mortos vivos.

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