A masculinidade hegemônica e a violência contra as mulheres na sociedade brasileira a partir da perspectiva de homens jovens e de psicólogos clínicos

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A presente pesquisa teve o objetivo de analisar com base na percepção de homens jovens e psicólogos clínicos, a relação entre a masculinidade hegemônica e a violência contra as mulheres. Foi utilizada como base teórica as contribuições da Psicologia Cultural, os estudos interdisciplinares sobre gênero e alguns conceitos da Gestalt-terapia. A pesquisa é inspirada na Epistemologia Qualitativa de González Rey. Foi realizado um encontro de grupo focal com homens universitários de idades entre 19 e 25 anos e duas entrevistas individuais com psicólogos clínicos. Foram construídas categorias analíticas temáticas com base no que foi falado pelos participantes durante as entrevistas. São elas: (a) Masculinidade Hegemônica e a Violência contra mulheres: o olhar de homens jovens; (b) Masculinidade Hegemônica e a Violência contra mulheres: o olhar de psicólogos clínicos e (c) A construção de outras masculinidades: sugestões dos participantes. Os resultados demonstraram que os homens são cobrados pela sociedade a demonstrarem comportamentos pautados na masculinidade hegemônica e essa cobrança pode vir a causar sofrimento psíquico e demonstração de práticas violentas. Entretanto, percebem que existem outras possibilidades de vivenciar as masculinidades. De acordo com os psicólogos clínicos, é essencial abordar a questão de gênero durante o período escolar. Além disso, é fundamental criar mais espaços de acolhimento para homens falarem sobre suas vivências e para as mulheres vítimas de violências, possibilitando a construção de relações sociais mais igualitárias.

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