A natureza das relações co-dependentes sob o enfoque bio-psico-social
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O fenômeno da co-dependência, hoje em dia, faz referência à atitude obsessiva e compulsiva para
o controle de outras pessoas e relações, fruto da própria insegurança. O transtorno ou a doença da
outra pessoa pode ser crônico, mas levando associada a esperança de que pode ser curado. A
seguinte monografia é iniciada tentando-se entender o termo co-dependência, porém ressalta-se
que a definição dos termos co-dependência e co-dependente, ainda são vagas. Pode-se saber o
que os termos significam, apesar de não terem sido claramente definidos. Após a elucidação do
significado e do surgimento do termo, explica-se o desenvolvimento da co-dependência nos
indivíduos, enfocando as teorias de diversos autores. Apesar de não haver características
diagnósticas para o fenômeno da co-dependência, aponta-se as características mais comuns e
evidentes na personalidade e no comportamento dos co-dependentes. Também salienta-se a
importância do entendimento do Narcisismo, pois existe uma complementaridade entre a
personalidade narcisista e a personalidade co-dependente. Para isso, relata-se o mito de Narciso e
Eco, que mostra uma clara relação co-dependente entre seus sujeitos. Os relacionamentos codependentes
são explicados fundamentando-se em sua etiologia e suas características. Os papéis
assumidos pelos envolvidos na relação também são de extrema importância e servem de base
para o entendimento da dinâmica da relação co-dependente. Além disso, ressalta-se o âmbito
familiar, onde descreve-se a dinâmica de seus componentes como sendo co-geradora do
fenômeno da co-dependência. Também é observado que a co-dependência está presente em
inúmeras relações conjugais e como o sofrimento do co-dependente é projetado sobre o
relacionamento. A co-dependência e a mulher é um assunto tratado a parte por ter um enfoque
social tão em evidência, principalmente na atualidade. Do mesmo modo, a questão é destacada
para se entender os papéis desempenhados pelas mulheres ao longo dos tempos e compará-los
aos papéis assumidos pelas mesmas atualmente. Ainda explana-se sobre os relacionamentos codependentes
entre profissionais da saúde e pacientes e sobre a importância do trabalho em equipe
para evitar que a co-dependência consolide-se nessas relações. Nota-se, ainda, a influência da
sociedade ocidental no desenvolvimento e, principalmente na manutenção da co-dependência e
expõe-se o fato da sociedade ser co-geradora do fenômeno da adicção. Por fim, sugere-se a
aceitação e o enfrentamento, a recuperação do passado, a alteração das mensagens autoderrotistas,
as recaídas, o auto-cuidado e a participação em grupos de apoio como etapas da
recuperação da co-dependência. Além de elucidar sobre a prática da psicoterapia interpessoal e
explicar o uso e os benefícios da terapia familiar no tratamento da co-dependência.