A tatuagem como laço social – corpo e psicose na contemporaneidade
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Nesse trabalho pretende-se compreender e discorrer sobre qual pode ser a função da tatuagem para a estrutura psicótica. Para isto, será necessário traçar um caminho abordando, primeiramente, o conceito de corpo para algumas áreas do saber, mas com enfoque no corpo para a psicanálise. É entendido que na psicanálise não existe um estatuto do corpo, não sendo um conceito metapsicológico, nem muito discutido e explorado por Freud. Entretanto, é um conceito que sempre foi tangenciado por outros, por exemplo, os conceitos de pulsão, narcisismo e erotismo. Um entendimento sobre o corpo para a psicanálise, considera que ele possui três instâncias: imaginária (organismo), real (carne) e simbólica (corpo). No caso da estrutura psicótica, entende-se que a tatuagem possui um valor de tentativa de simbolização, ou inscrição da metáfora paterna no sujeito. Portanto, a tatuagem pode ser uma tentativa de formação de laço social, assim como de organização psíquica e do delírio do sujeito psicótico.
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BRAGA, Eduardo Portela Nunes. A tatuagem como laço social – corpo e psicose na contemporaneidade. 2017. 49 f. Monografia (Especialização em Teoria Psicanalítica) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017.