Infarto agudo do miocárdio: fatores de risco emergentes

Abstract

O Infarto Agudo do Miocárdio transcende os fatores de risco clássicos, com um panorama epidemiológico crescente de fatores emergentes como o uso de cigarros eletrônicos, cannabis, esteróides anabolizantes, obesidade e síndrome metabólica. Esta revisão de literatura objetiva sintetizar as evidências sobre os mecanismos fisiopatológicos e a magnitude do risco associado a esses fatores. Para isso, foi realizada uma revisão nas bases de dados Pubmed/MEDLINE, Scopus e Cochrane (2020-2025), da qual 12 estudos foram selecionados. Os dados indicam que a exposição a esses fatores eleva o risco de infarto agudo do miocárdio em 23% a 68% em comparação aos não expostos, com a síndrome metabólica e o uso de cigarros eletrônicos tendo os maiores efeitos. Os mecanismos de dano encontrados foram variados – abarcando perfis pró-ateroscleróticos, rigidez arterial, disfunção endotelial e dislipidemia – porém todos elevaram o risco aterotrombótico. Os fatores de risco emergentes, portanto, elevam de forma considerável a vulnerabilidade cardiovascular por meio de diversas vias. A inclusão da avaliação de novos hábitos na anamnese clínica é essencial para otimizar estratégias de prevenção do infarto agudo do miocárdio na população atual.

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ARRUDA, Guilherme Veloso et al. Infarto agudo do miocárdio: fatores de risco emergentes. Revista de Acadêmicos e Egressos da Medicina: RAMED, Brasília, v. 3, n. 2, 2025.

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