Seguro-saúde e tratamento psiquiátrico: análise sobre a legalidade da cláusula de coparticipação
Loading...
Files
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
A cláusula de coparticipação presente nos principais contratos de seguro-saúde do Brasil e que impõem ao segurado portador de transtornos mentais o custeio de 50% do valor do tratamento psiquiátrico após o 30º dia de internação é alvo de críticas e, por não raras vezes, objeto de ações judiciais que questionam sua legalidade. A partir da análise dos elementos ontológicos inerentes ao contrato securitário, bem como dos diferentes interesses de ordem pública e direitos coletivos envolvidos na celebração de contrato privado que tenha saúde como objeto, o trabalho buscou debater a validade da cláusula de coparticipação à luz da constitucionalização do direito privado e da função social do contrato, os quais impõem, além da garantia do direito à saúde, a proteção à livre iniciativa. A partir da análise jurisprudencial dos julgados exarados pelo STJ e TJDFT, o trabalho objetivou debruçar-se sobre os fundamentos jurídicos adotados pelos órgãos julgadores, os quais, ora declaram a abusividade da taxa de coparticipação, ora declaram sua legalidade. A partir das conclusões decorrentes da análise jurídico-formal da legalidade da cláusula de coparticipação e os efeitos práticos das decisões judiciais sobre o tema, o trabalho discutiu a possibilidade de aproveitamento de modelo análogo de política pública já aplicada no ensino superior privado aos setor privado de prestação de serviços de saúde.
Description
Keywords
Citation
CONCEIÇÃO, Vinicius Silva. Seguro-saúde e tratamento psiquiátrico: análise sobre a legalidade da cláusula de coparticipação. 2017. 67 f. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017