Revisão de literatura sobre o tratamento clínico da apendicite aguda
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A apendicite aguda é uma das situações emergenciais com maior incidência. Esta condição impacta consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes e pode ter altas taxas de morbidade e mortalidade se não tratada adequadamente. A apendicectomia é considerada a escolha tradicional para resolver o problema. Entretanto, com o avanço da medicina e de tratamentos menos invasivos, a terapia com antimicrobianos vem se destacando como uma alternativa menos invasiva. Objetivo: sintetizar os avanços recentes e os resultados no tratamento clínico da apendicite aguda em comparação com a apendicectomia. Métodos: busca nas bases de dados científicas PubMed, Scopus, Web of Science, Google Scholar, JSTOR e Cochrane Library, limitada a artigos publicados entre 2020 e 2024, incluídas as palavras-chave "apendicite", "tratamento clínico", "manejo", "tratamento não cirúrgico", "terapia antibiótica", "apendicite aguda", e "tratamento conservador". Resultados e discussão: A terapia antibiótica mostrou eficácia, com taxas de falha inicial de 5% a 20% e sucesso a longo prazo variando de 60% a 84%, com riscos de recorrência de 35,2% em três anos e 39,1% em cinco anos. No entanto, não há uma diretriz claramente definida e a taxa ainda é elevada de recorrência após o tratamento medicamentoso. Conclusão: Embora o tratamento conservador com antibioticoterapia tenha demonstrado ser uma opção viável para casos não complicados de apendicite, a abordagem cirúrgica continua a ser preferencial devido à sua eficácia e segurança a longo prazo.
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GONTIJO, Leandro Martins et al. Revisão de literatura sobre o tratamento clínico da apendicite aguda. Revista de Acadêmicos e Egressos da Medicina: RaMED, Brasília, v. 2, n. 1, 2024.