Distúrbios de imagem corporal causados pelas mídias sociais durante a pandemia em jovens adultos
Loading...
Date
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
DOI
Abstract
Introdução: No início da fase adulta, as cobranças referentes à aparência física e
estética se tornam ainda mais recorrentes, podendo contribuir para os desejos de
mudanças corporais. Frente à insatisfação corporal, comumente observada nessa
fase, há um aumento acerca de pesquisas para emagrecimento rápido e fácil que
muitas vezes são prejudiciais à saúde do indivíduo e com isso, os Transtornos
Alimentares se tornam cada ano mais prevalentes. Durante a pandemia do novo
coronavírus, a escassez de informações e pesquisas feitas sobre o tema foi somada
ao choque social causado pela reclusão generalizada, os índices de ansiedade,
depressão e insatisfação corporal aumentaram significativamente. Um fator
importante para a contribuição do aumento desta prevalência, é o uso excessivo das
mídias sociais por todas as faixas etárias. Objetivo: Avaliar distúrbios de imagem
corporal causados pelas mídias sociais em jovens adultos, de 18 a 26 anos, durante
a pandemia do novo coronavírus. Metodologia: Foi enviado um formulário digital do
Google Formulários para os participantes (jovens adultos de 18 a 26 anos) por meio
das plataformas sociais Instagram e Whatsapp. A avaliação dos dados foi feita
posteriormente com auxílio da plataforma Google Planilhas para a montagem das
tabelas com os resultados encontrados. A coleta de dados possibilitou verificar
resultados de IMC, insatisfação corporal e uso de mídias sociais. Resultados: Foi
observado que os jovens que passam mais tempo nas redes sociais relataram ser
mais influenciados apresentando uma média de influência (0 a 10) de 9.5 (± 1.49) para
a utilização maior que 7 horas nas redes; média de 8.06 (± 2.46) para utilização de 4
a 7 horas nas rede; média de 7.27 (± 2.56) para utilização de 1 a 4 horas nas redes
e um dos participantes relatou não fazer uso das redes sociais (0,9%) o que indica
uma maior insatisfação corporal conforme a quantidade de horas passadas nas mídias
sociais, mostrando também que eles tendem a selecionar imagens mais ‘magras’
quanto maior o tempo nas mídias como demonstrado na Tabela 3; Conclusão: Foi
possível determinar que as redes sociais tem grande impacto frente a imagem corporal
de forma negativa e atualmente isso tende a desencadear sensações de insegurança
e insatisfação para com o corpo. A partir dos resultados foi visto que 72.7% (n = 80)
dos participantes têm medo de ficar gordo e sentem vergonha do próprio corpo. Diante
do exposto, viu-se um importante fator de risco para o desenvolvimento de transtornos
alimentares acerca dos distúrbios de imagem.