A face contemporânea do manicômio: desafios para a inclusão social da loucura
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A cultura globalizada contemporânea e a relação com a corporalidade que se dá nesta
conjuntura contribuem para a manutenção da exclusão das pessoas que vivem a experiência
da loucura. No mundo contemporâneo, a identidade do sujeito passa a ser deduzida da sua
aparência e a racionalidade permanece como a lógica hegemônica. O modelo biomédico e a
biologização dos problemas existenciais encontram terreno fértil nesse contexto, ainda que a
reforma psiquiátrica venha propor uma nova perspectiva de atenção. A prática clínica precisa
se colocar diante de questões maiores, se a proposta é de um cuidado individualizado e
inclusivo da pessoa em sofrimento, com o risco de, nos espaços abertos, reafirmar o
manicômio por meio de recursos legitimados de cuidado, especialmente os psicofármacos.
Nesta monografia, analisam-se alguns exemplos do cotidiano de um serviço substitutivo de
atenção em saúde mental no DF e são apresentadas experiências bem-sucedidas de formas
alternativas e não medicamentosas de proporcionar cuidados nesta área. É fundamental uma
construção permanente do pensar e das práticas sociais em direção a uma nova forma de se
relacionar com a existência e a diversidade de seus fenômenos, nem sempre redutíveis à
lógica da razão.
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RAUTER, Raíssa Völker. A face contemporânea do manicômio: desafios para a inclusão social da loucura. 2011. 69 f. Monografia (Graduação em Psicologia) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2011.