A lei de recuperação de empresas e falências frente ao princípio constitucional do tratamento favorecido às micro e pequenas empresas
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As micro e pequenas empresas ainda não encontram a devida tutela legal
prevista na Carta Magna, especialmente, quando atravessam períodos de dificuldades
econômico-financeiras que colocam em risco a sua sobrevivência. A Lei n° 11.101/2005, em
seus seis anos de vigência, demonstra reduzida eficácia para a recuperação dos pequenos
empreendimentos em crise, pois, neste caso, seus mecanismos de aplicação geral são por
demais complexos e onerosos. Por sua vez, as alternativas desta lei, destinadas
exclusivamente ao soerguimento das empresas de pequeno porte, se apresentam limitadas e
insuficientes para o cumprimento da sua missão. O presente trabalho teve por objetivo mapear
o universo desse importante segmento empresarial e as suas demandas por tratamento legal
diferenciado, de forma a identificar alternativas que possam ser agregadas ao conjunto
normativo brasileiro. Para tanto, foram analisadas informações e dados estatísticos oficiais e
do setor privado, o arcabouço legal pertinente, as inerentes legislações estrangeiras de países
com relevância para o assunto, o posicionamento da doutrina e da jurisprudência nacionais,
além das principais propostas legislativas sobre a matéria em fase de tramitação no Congresso
Nacional. Ao final, evidente a necessidade de evolução da legislação concursal para que o
princípio constitucional do tratamento favorecido às micro e pequenas empresas possa
efetivamente ser atendido.