Uso de dexmedetomidina em felinos domésticos (Felis catus): revisão de literatura
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Com o crescimento do número de felinos no Brasil, fazem-se necessários
estudos mais profundos sobre os fármacos usados para a sedação e anestesia
destes, considerando que apresentam diversas particularidades fisiológicas e
comportamentais. Dentre os fármacos mais utilizados encontra-se a
Dexmedetomidina que é um agonista alfa 2, com alta seletividade para tais receptores.
Quando utilizada pode implicar em alterações como bradicardia, hipotensão,
diminuição da frequência respiratória, bloqueio atrioventricular de primeiro e segundo
graus, hipomotilidade intestinal e vômitos. Pode ser administrada pelas vias
intramuscular, intravenosa, oral, epidural e intranasal. Seu uso deve ser evitado em
cardiopatas, pacientes com obstrução uretral, diabéticos e animais com alterações
hemodinâmicas intracranianas. Apresenta a possibilidade de ser revertida a partir dos
antagonistas alfa dois adrenérgicos como atipamezole, ioimbina, e tolazolina. Apesar
das contra indicações e efeitos colaterais, a Dexmedetomidina é um fármaco seguro
e com crescente uso no Brasil, e na medicina de felinos.