Os sentidos da paz em jovens estudantes
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A presente monografia busca compreender os sentidos sobre a Paz em jovens estudantes de
uma escola pública do Distrito Federal, famosa pela implantação de projetos educativos
inovadores. Para tanto, foram considerados como marcos teóricos a Não-violência proposta
por Gandhi, os estudos sobre a Cultura de Paz no Ocidente e a Teoria da Subjetividade de
González Rey. Nas duas primeiras teorias parte-se do pressuposto de que o conflito nas
relações humanas é inevitável e, portanto, a melhor forma de resolvê-los deve ocorrer por
meio de ações pacíficas. As ações pacíficas abrangem tanto as relações cotidianas como
aquelas originárias da estrutura sócio-econômica e do contexto social. A Paz é então
concebida como o respeito ao outro e à diversidade, bem como a existência no nível
macroestrutural da justiça e igualdade sociais. Por outro lado, a Teoria da Subjetividade
contribui para os estudos da Paz porque consegue perceber a processualidade na relação
indivíduo/sociedade/cultura, utilizando-se de conceitos como os de subjetividade individual e
social, sentido subjetivo, zonas de sentido, configurações subjetivas e sujeito. Ao propor a
pesquisa qualitativa como metodologia, a Teoria da Subjetividade consegue se aproximar das
cognições e emoções dos sujeitos pesquisados, sem limitá-las e respeitando suas diferenças,
ao mesmo tempo, que faz do pesquisador um sujeito ativo na construção do conhecimento. O
autor discute as representações e as emoções manifestadas pelos sujeitos da pesquisa,
concluindo que a maioria dos estudantes não possui o sentido subjetivo da Paz, mas sim o da
violência, uma vez que a passividade e a exclusão são preponderantes nas relações desses
adolescentes no ambiente escolar; o qual, por sua vez, não vem favorecendo, atualmente, a
consolidação de projetos educacionais voltados para a Cultura de Paz.