Verificação da presença de estrona nas margens do Lago Paranoá
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De maneira geral, a engenharia civil costuma ser encarada apenas como construção civil. Porém, a área de saneamento básico, pelo ponto de vista da engenharia civil, tem sido de grande importância para a sociedade e o meio-ambiente.
Parte-se do princípio que hormônios sejam substâncias bioacumulativas e suas consequências no meio ambiente perdurem. A estrona, por sua vez, é um hormônio que pode ser encontrado em pontos de lançamento de efluentes domésticos sem tratamento adequado. Assim, tem-se que a estrona é um indicador da presença de esgoto in natura e que os países mais desenvolvidos sofram mais as suas consequências.
A estrona é uma substância disruptora endócrina e, como tal, pode ser altamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana e animal. Sua presença no meio aquático pode afetar todos os seres vivos que consomem ou vivem nesse meio.
Modernamente, tem-se observado que projetos de engenharia mal elaborados podem levar à inviabilidade de um empreendimento e, consequentemente, à contaminação do ambiente circundante.
O presente trabalho consiste na detecção de estrona no Lago Paranoá em Brasília/DF, mediante coleta de amostras em determinados pontos da orla que apresentavam suspeita de lançamento de esgoto doméstico sem tratamento.
Para a análise da água do Lago Paranoá foram coletadas 15 amostras da margem do Pontão do Lago Sul. A detecção da estrona foi realizada mediante análise por cromatografia líquida acoplada ao espectrômetro de massas / massas no Laboratório Nacional Agropecuário de Goiás (LANAGRO – GO).
Foram detectadas concentrações de estrona variando entre 0,119 e 0,184 μg/L. As concentrações de estrona geralmente encontradas nas águas superficiais de rios brasileiros são de 0,02 e 0,05 μg/L. Conclui-se então que há lançamento de esgoto irregular na margem do Pontão do Lago Sul em Brasília-DF.