O uso da contratransferência como instrumento para a psicanálise: contribuições de Freud, Klein e Heimann

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O objeto de estudo deste trabalho é o conceito da contratransferência e suas implicações teóricas e práticas dentro da psicanálise. O objetivo consiste em compreender como os sentimentos contratransferenciais podem ser utilizados como ferramenta de trabalho, conferindo ao analista autonomia dentro da sala de análise. Para tanto, o trabalho assume a discussão teórico conceitual do termo contratransferência dentro da psicanálise e coloca em perspectiva a evolução histórica deste conceito, bem como sua crescente utilização clínica. Partindo da definição do conceito de identificação projetiva de Melanie Klein, compreende-se o uso que pode ser feito da contratransferência no trabalho analítico. A identificação projetiva refere-se ao processo de cisão de ego primitivo, no qual as partes boas ou as partes más do self são expelidas do ego e posteriormente são projetadas para dentro de objetos externos. Os seguidores de Klein perceberam que este mecanismo estava na base da contratransferência. Paula Heimann, por sua vez, desenvolveu importante contribuição para o tema, caracterizando a contratransferência como todos os sentimentos que o analista sente em relação a seu paciente. A autora defende a capacidade do analista de suportar os sentimentos que são empurrados para dentro dele e de usar a resposta emocional evocada como ferramenta de trabalho capaz de abrir o inconsciente do paciente. Ao final, através de fragmentos clínicos apresentados, conclui-se que a adequada utilização da contratransferência pode conferir ao analista mais autonomia em suas interpretações analíticas.

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