Absenteísmo, presenteísmo, Síndrome de Burnout, liderança ética e estratégias de enfrentamento em professores no Distrito Federal

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Um número considerável de professores tem apresentado alterações na saúde física e mental. Alguns se ausentam (absenteísmo), outros estão presentes, no entanto, realizam suas atividades de modo não produtivo e não apresentam bom desempenho (presenteísmo) e há professores que vivenciam burnout. Entende-se que variáveis organizacionais mediem o processo, como o uso de estratégias adequadas de enfrentamento ou uma liderança ética que exerça sua função. O objetivo deste estudo foi identificar como as estratégias de enfrentamento mediam a síndrome de burnout e a liderança ética para moderar o absenteísmo e o presenteísmo em professores. Utilizou-se como instrumentos de pesquisa dois questionários: um sócio demográfico e outro com perguntas sobre absenteísmo, além dos instrumentos Stanford Presenteeism Scale (SPS-6), Maslach Burnout Inventory (MBI), Ethical Leadership Scale (ELS) e a Escala de Coping Ocupacional (ECO). A pesquisa realizou-se nos meses de maio e junho de 2016. Os participantes responderam em único momento e de forma individual, após assinatura do TCLE. Identificou-se prevalência de professores do sexo feminino, casados e concursados. A média de idade foi de 41,07 anos (DP=9,29), experiência profissional 15,08 anos (DP=8,83) e tempo de trabalho na escola de também 15,08 anos (DP=6,13). Neste estudo, 58,7% afirmaram ter faltado pelo menos uma vez nos últimos 6 meses. A quantidade de dias informada teve uma média de 17,4 dias (DP=40,20) e dias de atraso e saídas mais cedo de 3,67 dias (DP=8,40). Os docentes justificaram as faltas por doenças físicas, doenças mentais, tratamentos e acompanhamento familiar. Na escala SPS6, os professores apresentaram prevalência de distração evitada com média de 2,90 (DP=1,21) e no trabalho completado a média foi de 3,13 (DP=1,05). Na escala MBI a média para Exaustão Emocional foi de 2,92 (DP=0,86), para Realização Profissional 3,50 (DP=0,71) e de despersonalização 2,08 (DP=0,66). No que se refere à escala ECO, o controle foi o que apresentou maior escore 3,68 (DP=0,61), seguido do manejo com média de 2,80 (DP=0,73) e esquiva 2,71 (DP=0,65). Para liderança ética a média foi de 3,86 (DP=0,80). Encontraram-se correlações diretas e significativas entre a ausência no trabalho e a presença adoecida (r=0,44). Em relação as variáveis preditoras no nível individual exaustão emocional foi a única que conseguiu predizer tanto absenteísmo (R²=0,16; F=23,32) quanto distração evitada (R²=0,29; F=45,56). Em relação às variáveis organizacionais liderança ética e estratégia de enfrentamento constatou-se que ambas não predizem tanto absenteísmo quanto presenteísmo, refutando as hipóteses de mediação da estratégia de enfrentamento. Conclui-se que as ausências e a perda de produtividade dos docentes estão relacionadas ao burnout, afetando o cotidiano profissional e pessoal dos docentes, além de causar diversos prejuízos econômicos e educacionais. A prevalência do fator controle como estratégia mais utilizada sugere que os docentes fazem uso de ações e reavaliações cognitivas proativas no trabalho. Os resultados deste estudo contribuem para o avanço do conhecimento multidisciplinar das variáveis e fornecem subsídios à área para o planejamento de medidas interventivas e preventivas ao Burnout e aos afastamentos.

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LOURENÇO, Viviane Pinheiro. Absenteísmo, presenteísmo, Síndrome de Burnout, liderança ética e estratégias de enfrentamento em professores no Distrito Federal. 2016. 124 f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2016.

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