Teoria da subjetividade e doenças crônicas: discussões sobre a saúde e o câncer
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Abstract
Esse trabalho de monografia é o resultado de um estudo qualitativo que se apóia na da
Teoria da Subjetividade cuja proposta metodológica se fundamenta na Epistemologia
Qualitativa, ambas desenvolvidas por González Rey. O principal objetivo do trabalho é
analisar a temática do câncer e os impactos produzidos por essa condição crônica,
buscando a compreensão dos sentidos subjetivos associados à doença. A discussão
procura fazer uma breve apresentação do câncer buscando levantar, dentro de registros
históricos, elementos simbólicos que puderam contribuir com a produção de
representações associadas ao câncer, levando em conta o impacto que essas têm na
organização subjetiva de uma pessoa que adoece. A pesquisa e elaboração teórica se
apoiaram nas categorias de sentido subjetivo, zonas de sentido e configuração de
sentido orientada por uma metodologia de caráter construtivo-interpretativo. Nesse
estudo, por meio de uma dinâmica conversacional e completamento de frases foi
possível interpretar e construir informações a respeito da elaboração dos processos
subjetivos de uma pessoa que desenvolveu o câncer em um momento de sua vida. As
informações foram construídas a partir de interpretações de indicadores de sentido
expressados livremente pelo sujeito em caráter dialógico. Nessa pesquisa foi possível
compreender o impacto das representações no processo de adoecimento de um paciente
crônico e como o impacto da doença pode fazer com que a pessoa produza novos
sentidos subjetivos e posicionamentos ativos frente à doença e o tratamento. O estudo
proporcionou a percepção da singularidade da subjetividade humana e seu caráter
contraditório e também como a forma como a doença afeta o modo de vida, que por sua
vez influencia o sujeito na relação com a enfermidade. Priorizou-se o sujeito em sua
complexidade dando livre expressão à sua condição e experiência.