Perfil dos marcadores laboratoriais de pacientes admitidos com infecção por SARS-CoV-2 em hospital do Distrito Federal e sua importância prognóstica: continuação de uma linha de pesquisa
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O coronavírus-19 é causado pelo vírus SARS-CoV-2. E é uma infecção respiratória, transmitida
por gotículas respiratórias. Ao infectar as vias aéreas pode induzir desde infecção leve das vias
aéreassuperiores à síndrome respiratória aguda grave. Ainda não está totalmente esclarecido se
os desfechos graves estão relacionados à infecção viral, à resposta imunológica, às doenças
subjacentes ou a uma combinação de outras variáveis. Portanto, o objetivo foi obter evidências a
respeito dosfatores prognósticos de mortalidade em pacientes admitidos em UTI devido ao SARSCoV-2. Estudo observacional e transversal, com coorte retrospectiva de pacientes com COVID-19.
Foram coletadas informações epidemiológicas, e clínico-laboratoriais por meio deum formulário
semiestruturado, de pacientes com sintomas respiratórios e teste Rt-PCR para infecção. Os
dados foram tabulados em software Microsoft Excel®. Análise estatística realizada em pacote
estatístico para ciências sociais, para verificar os fatores associados ao desfecho clínico, o odds
ratio (OR) e o intervalo de confiança de 95% (IC). Adotou-se (P < 0,05) como significância.
Participaram do estudo 200, com idade média de 57,7 (± 15,8 anos). Esses foram divididos de
acordo com desfecho clínico, observando uma prevalência de 29,0% com pior desfecho, e 71,0%
alta hospitalar. Aqueles que evoluíram para óbito apresentaram idade significativamente maior
em relação àqueles com alta (65,5 ± 15,0 vs 54,4 ± 14,9) respectivamente. Pacientes com pior
desfecho clínico apresentaram maior tempo de internação (p = 0,022), com média de 13 dias,
maior número de comorbidades (p = 0,002), nas quais foram categorizadas por número de
eventos, sendo a presença de 2 comorbidades ou mais significativamente estatística. Outra
variável relacionada à mortalidade é o tempo detromboplastina parcial ativado (p = 0,027) em
relação àqueles que receberam alta. Não foram observadas diferenças estatisticamente
significativas para os marcadores de atividade inflamatória, ferritina, lactato, d-dímero,
plaquetas, fibrinogênio e o tempo de protrombina (p > 0,05). A idade avançada (47,4%, p
<0,001), necessidade de ventilação mecânica (53,5%, p <0,001), presença de 2 ou mais comorbidades (50,5%, p <0,001), sepse (56,6%, p <0,001), e ter realizado
culturas (81,5%; p = 0,001) estiveram significativamente associados razão de chance de óbito.
Considerando mortalidade, foi significativamente estatística a presença de diabetes mellitus (p <
0,036) e doenças renais (p < 0,002. A maior parte dos pacientes apresentou resultados negativos
para cultura, e ausência de infecção secundária (39,8%). A presença de Candida albicans foi a
mais expressiva na amostra (11,7%), seguida de Klebsiella pneumoniae (11,3%). Não foram
observadas associações significativas dos eventos tromboembólicos com o óbito. Maior tempo
de internação (p = 0,018) e maior valor do D-dímero (p < 0,001) foram variáveis que apresentaram
relação positiva com presença de eventos trombóticos. Os resultados estatísticos obtidos podem
ajudar a prever risco de gravidade, mortalidade e a determinar efetivamente os protocolos
preventivos e tratamento necessários. Portanto, o prognóstico precoce e o cuidado para paciente
com chance de mortalidade elevada são importantes para limitar a progressão da doença e a
morte.