Psicose e os encontros possíveis a partir da convivência e da compreensão de sua lógica subjetiva
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Este trabalho pretende abordar o paradigma psicossocial e sua proposta de lidar com a
psicose, compreendendo que a partir deste modelo os abismos construídos ao longo da
história da humanidade entre louco e são/psicótico e neurótico, podem receber pontes que
estreitem ou tornem possíveis os encontros entre esses “opostos”. Partindo dos modelos de
exclusão até chegar ao modelo psicossocial, pretendo abordar a relevância desse novo
paradigma e a sua ótica sobre a loucura. A fim de esclarecer um pouco mais sobre a estrutura
psicótica e a compreensão desta como uma lógica subjetiva, esboçarei a teorização de Freud e
Lacan acerca da psicose, buscando priorizar na compreensão psicanalítica o resgate da
loucura enquanto possibilidade humana. Faz-se necessária a relação entre psicanálise e
modelo psicossocial, pois é a partir da compreensão da loucura como uma forma subjetivação
e enquanto dinâmica singular que será possível o encontro entre as subjetividades,
perpassadas pela tolerância, respeito e ética social. Será apresentada a história e proposta do
Centro de Convivência em Saúde Mental– Inverso e minha experiência de estágio na mesma,
a fim de ilustrar com a prática, a importante contribuição da compreensão psicanalítica acerca
da loucura e os encontros possíveis conquistados por meio da convivência.