O fundamentalismo religioso na sociedade brasileira a partir da perspectiva de psicólogos
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Nos últimos anos, no Brasil, viu-se uma crescente onda de grupos religiosos, majoritariamente cristãos, ocupando as mais diversas esferas da nossa sociedade, impondo, a todo momento, suas crenças religiosas, principalmente na esfera política. Essa onda de oposição e intolerância fere princípios fundamentais da democracia brasileira e fomenta, na sociedade, discursos de ódio e intolerância contra as minorias, visto que elas fogem do padrão cristão imposto. A partir dessa lógica, a Psicologia, enquanto ciência, e os direitos reprodutivos das mulheres, acabaram virando alvo desse fundamentalismo e a religião passou a ocupar esses âmbitos, o que gera um problema significativo, considerando a natureza desses campos. Foram realizadas três entrevistas individuais semiestruturadas virtuais com duas psicólogas e um psicólogo de Brasília-DF, de forma integrada à apresentação de seis imagens previamente selecionadas. As psicólogas e o psicólogo atuavam em diferentes campos da Psicologia sendo uma psicóloga junguiana, uma psicanalista e um psicólogo da área de avaliação psicológica. Os resultados se mostraram bastante interessantes e o estudo revelou a preocupação dos profissionais com o avanço do fundamentalismo religioso tanto na Psicologia, quanto em relação aos direitos reprodutivos, no qual a imposição religiosa acaba por limitar as possibilidades de decisão e escolha por parte das mulheres sobre seus próprios corpos.