Políticas públicas para a inovação tecnológica e competitividade: uma análise comparada nas relações internacionais
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A abertura e liberalização comercial e financeira trouxe consigo novos
desafios para países, empresas e organizações, suscitando novos níveis de
organização e políticas públicas, de modo a sustentar e incrementar padrões de
competitividade. Diversos países, dentre eles o Brasil, têm se deparado com a
necessidade de revisar seus marcos regulatórios e institucionais, reorganizar suas
atividades produtivas e fomentar um ambiente mais propício à cooperação entre os
múltiplos agentes que compõem o sistema nacional de inovação.
O crescente grau de internacionalização e interdependência econômica,
juntamente à emergência de padrões de competitividade cada vez mais vinculados à
capacidade de aprendizado e criação de conhecimento e inovação esparge
inquietações quanto à inserção brasileira e dos países desenvolvidos em tal
contexto. A habilidade em se engendrar condições para um contínuo aprendizado,
com vistas à criação e difusão de conhecimentos, é premissa que se revela, como
em nenhum outro período, crítica para a orquestração e sustentação de parâmetros
superiores de competitividade.
A literatura especializada indica que na atualidade não apenas os países mais
industrializados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico), mas também países em rápido nível de desenvolvimento, como a
Coréia, a China e periféricos têm orquestrado um conjunto muito amplo e variado de
políticas de inovação e competitividade, focando elementos tais como as condições
de fomento, interação interinstitucional, participação de empresas no financiamento
e execução à inovação, assim como a criação de um ambiente institucional mais
aprazível aos negócios.
Esse trabalho aponta que o Brasil, a despeito do conjunto de ações voltadas a
este fim nos últimos anos, tais como a criação dos Fundos Setoriais e a nova
Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, encontra-se em situação
fragilizada, em decorrência da limitação de recursos orçamentários e financeiros
para o fomento à C&T, do restrito estreitamento das relações entre atores do
sistema nacional de inovação, além da configuração de um ambiente institucional
ineficiente. Tais constatações vêm comprometendo a inserção e a competitividade
do país e de suas empresas em meio a este novo contexto.
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ZAMMATARO, Cynthia Pacce. Políticas públicas para a inovação tecnológica e competitividade: uma análise comparada nas relações internacionais. 2008. 65 f. Monografia (Graduação) – Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2008.