Trança de histórias: literatura e história na sala de aula: um estudo da obra O mar nunca transborda, de Ana Maria Machado
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A pesquisa objetiva rever de que maneira a leitura escolarizada é tratada na
escola e, em especial de que forma a ficção brasileira contemporânea é dialogada no
ensino médio. Em uma sociedade letrada como a nossa, as possibilidades de exercício
do corpo linguagem pelo uso da palavra são imensas. Há, entretanto, uma que ocupa
lugar central. Trata-se da escrita. Essa primazia da escrita se dá porque é por meio dela
que armazenamos nossos saberes, organizamos nossa sociedade e nos libertamos dos
limites impostos pelo tempo e pelo espaço. A escrita é, assim, um dos mais poderosos
instrumentos de liberação das limitações físicas do ser humano. O corpo linguagem
escrita encontra na literatura seu mais perfeito exercício. Em outras palavras, é no
exercício da leitura, da escrita, da análise e do debate dos textos literários que se desvela
a arbitrariedade das regras impostas pelos discursos padronizados e explorados, em
demasia, na prática escolar que a pesquisa pretendeu destacar, tratando a interatividade
do factual e do ficcional ao analisar a obra O mar nunca transborda, de Ana Maria
Machado, com a finalidade de fazer da linguagem literária , em especial, a
contemporânea, uma conversa amigável e produtiva, pois sendo múltipla, propicia uma
aprendizagem sempre interativa.