Trabalho escravo no Brasil
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Atualmente não há mais o trabalho escravo pela raça ou cor, mas sim o
cerceamento de liberdade, submetendo pessoas sem condições de sustentarem a si e a sua
família, a trabalhos degradantes que violam a sua dignidade. Com a criação da OIT e posterior
edição das Convenções 29 e 105, acreditou-se na possibilidade da erradicação mundial do
trabalho escravo. No entanto, apesar do passar dos anos e dos avanços tecnológicos
influenciando diretamente no mercado de trabalho, verifica-se que tal prática continua a
existir. O Brasil, a partir do ano de 2003, reconheceu a existência de trabalho escravo em seu
território, promovendo uma série de ações e metas que para a erradicação da violação da
dignidade do trabalhador. Umas das mais importantes é o Plano Nacional para a Erradicação
do Trabalho Escravo, que possui várias metas cujo objetivo é a cooperação entre os diversos
entes, como o Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, a
Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República dentre outros.
Contudo, pesquisas e estatísticas demonstram que as ações efetuadas pelo Ministério Público
do Trabalho e demais entes, não são efetivas, uma vez que a falta de recursos e da
conscientização dos trabalhadores, empregadores e da sociedade, são os grandes empecilhos
para a erradicação do trabalho escravo contemporâneo. Portanto, ante a ineficácia das
políticas públicas adotadas, resta claro que há o descumprimento das normas da OIT, devendo
o Governo brasileiro buscar meios para cumpri-las categoricamente.