Regulação governamental nas relações de consumo: a eficácia das agências reguladoras brasileiras
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A regulação governamental presente na atual Ordem Econômica reclama o
afastamento do Estado-empresário, outrora criado para coibir as falhas de mercado, para
eleger o Estado-regulador como o instrumento mais eficaz de intervenção no domínio
econômico. Neste cenário, o modelo das agências reguladoras de sobressaiu como a principal
ferramenta deste Estado-regulador. Este modelo foi trazido para o Brasil para substituir a
antigo modelo intervencionista do regime de monopólio estatal, que estava levando o Estado
brasileiro à falência. Assim foi dado início à reforma regulatória e administrativa brasileira,
quando foram criadas as primeiras agências reguladoras, inspiradas nas agências norteamericanas.
Contudo, a criação das agências reguladoras brasileiras se deu de forma
deficiente, ainda hoje incompleta, o que provoca uma regulação frágil, mormente no trato das
relações de consumo e defesa do consumidor. O amadurecimento das agências reguladoras,
com vistas ao fortalecimento da regulação brasileira e segurança do mercado é o objeto de
estudo do presente trabalho que procura entender quais são e como se deram as falhas do
nosso modelo de regulação econômica, e por assim compreender as novas políticas
governamentais que vêm sendo tomadas pelo Estado.