Benefício fiscal judicial
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A pesquisa se ocupa da impossibilidade de ampliação e de criação de benefício fiscal
por decisão judicial assentada em alguma técnica de integração ou no exercício de interpretação.
Faz uso de racionalizações derivadas de ferramental jus econômico e conclui pela ineficiência
e inadequação da decisão judicial ampliativa de favorecimento tributário, ante o dever de
interpretação literal, a impossibilidade lógica de lacuna na lei isentiva decorrente da sua
condição alternativa de regulação de fato de interesse tributário; e, nos casos de ambiguidade
da lei, da necessária interpretação restritiva das situações de exceção, em razão da primazia da
indisponibilidade do patrimônio público. Por meio de casos emblemáticos, ilustra a inaptidão
judiciária na inovação de esquema exacional privilegiado face ao descompromisso com a
ponderação de consequências (externalidades) ao analisar políticas públicas de exoneração
tributária complexas e a ampla liberdade que o Judiciário nacional tem se permitido no controle
de benefícios fiscais. O trabalho também agrega conjecturas sobre aspectos consequenciais da
ampla discricionariedade judiciária no trato da matéria, divididas em três eixos: implicações de
cunho político, i.e., sobre a separação de poderes e a arquitetura do federalismo fiscal; as de
matiz jurídico estrutural, atinentes à corrosão da segurança jurídica e à desfiguração de tributos;
e as econômicas, exemplificadas pelos desfalques orçamentários e pela criação de assimetrias
concorrenciais.
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Citation
SOUZA, William Chaves. Benefício fiscal judicial. 2022. Dissertação (Mestrado em Direito) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2022.