Comunicação mercadológica versus comunicação para transferência de tecnologia na Embrapa: limites e instrumentos
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As mudanças ocorridas no cenário agropecuário brasileiro, especialmente
nos últimos 50 anos, propiciaram não apenas a criação e a evolução de instituições
para o desenvolvimento do negócio agrícola, mas também a modernização e
adequações constantes de áreas como Administração, Economia, Marketing,
Comunicação e outras inseridas neste contexto. A Embrapa, empresa que surgiu em
1973, a partir das transformações econômicas, políticas e sociais no campo nas
décadas anteriores, também apresentou e apresenta constante adequação, tanto
estratégica quanto de gestão. Exemplo disso, são suas diretrizes de atuação ao
longo dos anos, apresentadas por meio de seus Planos Diretores e Políticas. A
Comunicação na Embrapa, em particular, modificou-se sensivelmente, em cerca de
40 anos. Inicialmente pautada no modelo difusionista, realizada por pesquisadores
das mais diversas áreas, transformou-se em uma base estratégica, orientada por
modalidades estruturadas em objetivos de diferentes naturezas. Este trabalho busca
avançar nas discussões sobre as caracterização de duas modalidades apresentadas
nas três edições da Política de Comunicação da Embrapa: a Comunicação para
Transferência de Tecnologia e a Comunicação Mercadológica. Quais são as práticas
vivenciadas ao após o lançamento da primeira edição da Política pela Empresa?
Quais são os principais processos comunicacionais inerentes a cada modalidade?
Essas questões são tratadas nesta monografia, a partir da análise bibliográfica
acerca do tema e estudos de casos. Como principais conclusões, identificou-se que
os instrumentos de comunicação usados para as ações de cada modalidade podem
ser os mesmos, porém, as diferenças cruciais entre estas modalidades estão
relacionadas aos objetivos e procedimentos empregados para cada ação a ser
desenvolvida.