Família e saúde mental: a configuração subjetiva do cuidado

dc.contributor.authorLima, Gilvan Vieira
dc.date.accessioned2021-08-16T16:03:00Z
dc.date.available2021-08-16T16:03:00Z
dc.date.criacao2020
dc.date.issued2020
dc.description.abstractO tema da saúde mental é amplo e complexo, pois vincula-se à transversalidade de saberes, envolvendo indivíduos e sociedades que expressam manifestações religiosas, ideológicas, éticas e morais. Nos últimos 30 anos, o Brasil avançou em políticas públicas, progredindo na promoção de uma atenção à saúde mental mais humanizada, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Nesse processo, a família ganhou protagonismo e passou a ser considerada central no cuidado da pessoa em sofrimento, recaindo à relação familiar uma frequente sobrecarga emocional, que, muitas vezes, é expressa pela exaustão de seus membros e por quadros de ansiedade e esgotamento físico e psicológico. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi compreender os processos subjetivos de usuários de um CAPS do Distrito Federal e de seus familiares, relacionados ao cuidado. Enquanto referenciais centrais, foram utilizados a unidade elaborada por González Rey entre Teoria da Subjetividade em uma abordagem histórico-cultural, Epistemologia Qualitativa e metodologia construtivo-interpretativa. A pesquisa de campo envolveu acompanhamento, durante um ano, de um CAPS, mais especificamente, de uma oficina terapêutica denominada Grupo de Família e das assembleias do serviço – espaços nos quais participam familiares e usuários. Ainda abrangeu-se um estudo de caso com um familiar, com encontros na residência da participante. A dinâmica conversacional, complemento de frases e construção de autorretratos foram os instrumentos utilizados nesse processo. Os resultados foram apresentados em dois eixos temáticos: 1) Configuração subjetiva social do cuidado em uma oficina terapêutica para familiares de usuários e em uma assembleia do serviço e; 2) Configuração subjetiva do cuidado de uma mãe cuidadora de um usuário de um CAPS do DF. Ambos os eixos geram inteligibilidade sobre as dinâmicas familiares como sistema subjetivo complexo nas relações de cuidado, simultaneamente, nos níveis individual e social. O trabalho evidencia que as configurações subjetivas do cuidado estudadas são caracterizadas por conflitos e tensões, que possibilitam tanto a intensificação de processos de sofrimento, como novos processos de subjetivação orientados à abertura de novos posicionamentos individuais e sociais. A compreensão desse processo contraditório e singular possui importância central na gênese de estratégias de apoio especializado, proporcionando experiências mobilizadoras de sentidos subjetivos nos serviços de atenção à saúde mental. Assim, no aprofundamento do estudo dos processos subjetivos dos participantes, foi possível gerar inteligibilidade sobre processos de cuidado que podem servir como base de sustentação para projetos e estratégias favorecedores de desenvolvimento subjetivo.pt_BR
dc.identifier.citationLIMA, Gilvan Vieira. Família e saúde mental: a configuração subjetiva do cuidado. 2020. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2020.pt_BR
dc.identifier.orientadorDaniel Magalhães Goulartpt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.uniceub.br/handle/prefix/15186
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectSaúde mentalpt_BR
dc.subjectFamiliapt_BR
dc.subjectSubjetividadept_BR
dc.subjectConfiguração subjetivapt_BR
dc.titleFamília e saúde mental: a configuração subjetiva do cuidadopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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