Mulheres brincantes: subjetividade, cultura popular e saúde mental
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A presente pesquisa explora a brincadeira como algo de caráter intrínseco aos sujeitos.
Por isso, teve como objetivo compreender como a brincadeira influencia a constituição
subjetiva de mulheres que se identificam como Brincantes. Em consonância, os objetivos
específicos orientaram-se para discutir de que forma as brincadeiras populares podem ser
promotoras da saúde mental de Mulheres Brincantes. Investigar o diálogo entre as expressões
artísticas populares e o processo de construção da identidade feminina das Brincantes a partir
da brincadeira. Ao construir uma visão capaz de enxergar a brincadeira como um ato contínuo
de resistência, rediscutindo assim, técnicas que verdadeiramente dialoguem com práticas
populares de cuidado. O estudo adotou o método qualitativo, com o uso de entrevistas
narrativas para coletar as informações. A análise foi conduzida com base na hermenêutica de
profundidade (Demo, 2001), estruturada em três etapas: análise sócio-histórica, análise
formal/discursiva e reinterpretação. As análises foram organizadas em três constelações de
sentido: brincar é lembrar de quem se é, brincar é uma forma de afirmar a vida: a brincadeira
como instrumento de cuidado e lugar de mulher é brincando onde ela quiser: considerações
acerca da brincadeira e do gênero feminino. Por meio das narrativas pessoais, destacou-se que
o brincar foi vida e recuperação na narrativa das mulheres que participaram dessa pesquisa.
Essas constelações possibilitaram refletir que a brincadeira assume um caráter de sustentação,
servindo de instrumento para lidar com momentos desafiadores, mas também impacta de
forma genuína a subjetividade de mulheres que se identificam como Brincantes. Pensar no
papel do brincar na expressão identitária feminina, é pensar em direcionar uma energia
geradora de força e resistência frente a um cenário patriarcal tradicional. Na reinterpretação,
pode-se observar que o conjunto de experiências relatadas pelas mulheres que se identificam
como Brincantes parecem ter assumido um caráter transformador e transcendental em vários
âmbitos da própria existência de cada uma delas.
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GONÇALVES, Adriellen Carneiro. Mulheres brincantes: subjetividade, cultura popular e saúde mental. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina) - Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2024.