Desafios do diagnóstico da doença adrenal relacionada à doença crítica
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Introdução: A CIRCI tem grande incidência em pacientes criticamente enfermos, em
especial no choque séptico, conferindo significativo impacto em sua
morbimortalidade. Acredita-se que ainda exista um grande subdiagnóstico dessa
patologia, muitas vezes por falta de recursos diagnósticos ou desconhecimento dos
profissionais sobre esse diagnóstico diferencial.
Objetivo: Avaliar os desafios da investigação da CIRCI e analisar o diagnóstico
proposto no Protocolo de Diagnóstico e Tratamento da CIRCI da SCCM e ESICM.
Materiais e Métodos: Revisão integrativa através de artigos encontrados nas bases
de dados Scielo, LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da
Saúde), Pubmed, Medline, nos últimos dez anos. Os idiomas de escolha para a
pesquisa foram o Inglês, português e espanhol.
Resultados: o eixo HHA tem grande importância na resposta do organismo ao
estresse agudo. Entretanto se essa injúria se perpetuar pode ocorrer um
desequilíbrio hormonal dando início a uma insuficiência corticosteroide. Essa
patologia é subdividida em duas etapas fase aguda e fase crônica. Existem vários
obstáculos impostos no diagnóstico acurado da CIRCI como incapacidade de
realização em tempo hábil, recursos tecnológicos limitados, falta de reagentes ou até
mesmo desconhecimento do médico intensivista.
Conclusões: Pelo grande espectro da doença e falta de consenso sobre sua
investigação, a CIRCI ainda é uma patologia de diagnóstico conclusivo difícil.
Concorda-se com o protocolo proposto pela ESICM e SCCM que a melhor maneira
diagnóstica, atualmente, é com a dose suprafisiológica de ACTH sintético, entretanto
existe mais uma barreira nas UTI brasileiras, pois esse produto não é comercializado
em território nacional, agravando ainda mais o subdiagnóstico dessa enfermidade.
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Citation
CASTANHEIRA, Henrique Couto Gomide. Desafios do diagnóstico da doença adrenal relacionada à doença crítica. 2019. Monografia (Graduação em Medicina) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2019.