A infidelidade partidária no sistema proporcional brasileiro: a quem pertencem as cadeiras parlamentares vacantes: partidos ou coligações?
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Esta monografia buscou, seguindo uma linha dogmática, analisar o instituto da infidelidade
partidária no sistema político democrático brasileiro, passando a verificar sua
constitucionalidade frente ao art. 55 da Constituição Federal e possível ofensa ao exercício da
livre atuação parlamentar. Além disto, estudou-se a relação do instituto com a democracia
representativa e com o sistema proporcional, mais especificamente com a forma de
distribuição dos votos – a partir do cálculo do quociente eleitoral – do partido ou da coligação
–, valendo-se dos julgamentos dos Mandados de Segurança n.º 22.602, 22.603 e 22.604,
ocorridos no Supremo Tribunal Federal, e da Consulta n.º 1.398, julgada pelo Tribunal
Superior Eleitoral, onde se definiu que os partidos políticos são o verdadeiro canal ideológico
de expressão popular em uma democracia representativa, mantendo, deste modo, a
legitimidade às cadeiras que alçou quando das eleições, mantendo, em um sistema
proporcional, a possibilidade de representatividade das minorias ao parlamento e a vontade
popular prevalecente nas urnas. Afastada a hipótese de “ditadura intrapartidária” e
reconhecida a aplicabilidade do dispositivo frente aos ditames constitucionais vigentes,
analisou-se o precedente firmado no Mandado de Segurança n.º 30.260, leading case
apreciado pelo Supremo Tribunal Federal, acerca da legitimidade para ocupar a vacância
deixada pelos eleitos trânsfugas, definindo-se pela legitimidade das coligações e seus
suplentes a ascender ao parlamento, uma vez que estas figuras eleitorais pro tempore teriam
garantidas, legalmente, a perpetuação dos seus efeitos pelo período da legislatura, mesmo
após sua própria extinção – que se dá após a proclamação e diplomação dos eleitos.
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CASTRO, Cássio Thito Alvares de. A infidelidade partidária no sistema proporcional brasileiro: a quem pertencem as cadeiras parlamentares vacantes: partidos ou coligações? 107 f. 2015. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2015.