Os limites bioéticos e biojurídicos da pesquisa com seres humanos no brasil: a proteção à vulnerabilidade dos participantes de pesquisas com novos fármacos, medicamentos, vacinas e testes diagnósticos
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O presente trabalho tem o intuito de mostrar que a ausência de normas
específicas ou a existência de um marco regulatório frouxo que legislem sobre
a ética da vida, a Bioética, torna o ser humano mais vulnerável diante dos
ambiciosos interesses das indústrias farmacêuticas. Estas indústrias são
capazes de utilizarem-se das inúmeras lacunas das normas de países em
desenvolvimento e da distorção de amplos princípios que regem as normas
mundiais, para testar, em indivíduos e populações vulneráveis como crianças,
idosos, presidiários, pessoas com transtornos mentais entre outros, novos
fármacos, medicamentos, vacinas e testes diagnósticos.
Por meio da revisão de várias bibliografias e o confronto entre normas
nacionais e internacionais, esta pesquisa demonstrou a fragilidade dos
participantes de pesquisas clínicas diante destas normas que possuem
procedimentos técnicos pouco detalhados e ausência de sanções previstas por
lei específica. Evidencia assim, a necessidade de um olhar mais cauteloso de
uma lei específica que tenha o intuito de proteger a vulnerabilidade do
participante de pesquisas clínicas, principalmente quando os assuntos
versarem sobre pontos críticos, como o consentimento livre e esclarecido, o
pagamento ao participante, as pesquisas multicêntricas e seus procedimentos,
fast-track e o Double standard, e o pós-pesquisa.